top of page

Lamparina Acesa

  • silviarisilva
  • há 1 dia
  • 3 min de leitura


 


O Vô costuma dizer que nem toda luz nasce para clarear caminhos longos. Algumas existem apenas para impedir que a gente desista no escuro.

 

O vô lembra que certa noite caminhava por uma estrada de terra, dessas que parecem iguais em qualquer lugar do mundo. O céu estava fechado, a lua escondida, e cada passo exigia atenção. Não havia pressa, mas havia cansaço. Em certo ponto, percebeu que levava consigo uma pequena lamparina. A chama era fraca, quase tímida, incapaz de mostrar o destino final. Ainda assim, era suficiente para iluminar o próximo passo.

 

E então entendi algo importante sobre o Mestre Jesus.

 

Jesus nunca prometeu mostrar tudo de uma vez, nunca acendeu refletores sobre o futuro, ele sempre ofereceu luz suficiente para o agora.

 

O problema, é que o ser humano costuma querer mapas completos quando mal consegue sustentar o passo presente. Quer garantias antes de confiar, respostas antes de caminhar, alívio antes de aprender. Mas o Mestre ensina diferente, ele ensina andando ao nosso lado, passo a passo, sem pressa e sem imposição.

 

Naquela estrada, o Vô pensou em quantas pessoas carregam o coração cheio de perguntas e vazio de paz. Gente que tenta controlar tudo porque tem medo de perder o pouco que ainda sustenta. Gente que endureceu por fora para não desabar por dentro. E ali, naquela noite simples, entendeu que Jesus não cobra desempenho da alma, apenas verdade.

 

O Vô então parou, ergueu a lamparina e falou com o Mestre como quem conversa com alguém muito próximo: Jesus, cuida desses corações que se cansaram de tentar ser fortes. Ensina que descansar também é um ato de fé, acalma aqueles que vivem se cobrando além da medida, como se o amor tivesse que ser merecido.

 

Olha meus filhos, Jesus escuta preces assim, sem forma bonita, sem palavras ensaiadas. Escuta porque reconhece a intenção limpa, o pedido que nasce da compaixão.

 

O Vô percebeu a estrada não mudou, as pedras continuaram ali, a escuridão não desapareceu. Mas algo aqui dentro se ajeitou. O medo perdeu força, o passo ficou mais firme, a confiança passou a guiar o caminho.

 

“É isso que o Mestre faz”, não remove todos os obstáculos, ensina o coração a atravessá-los sem se perder.

 

Então o Vô fez outra prece: “Jesus, visita quem está andando no escuro da própria mente. Sopra serenidade onde o pensamento virou labirinto, leva sua paz para quem já não sabe se está indo ou voltando.”

 

A paz não é ausência de problemas, mas presença de sentido. Quando o coração encontra sentido, o peso diminui, a vida deixa de ser luta constante e passa a ser aprendizado contínuo.

 

Quem anda com Jesus aprende algo precioso: não carregar culpas como identidade, não transformar dor em morada, não confundi vigilância com dureza.


O Mestre ensina suavidade sem fraqueza, firmeza sem rigidez, amor sem barganha.

 

Agradeço por cada coração alcançado pela luz discreta, por cada pessoa que segue mesmo sem entender tudo, por cada alma que escolhe não desistir.

 

“Obrigado, Jesus”, por ser caminho quando tudo parece confuso, por ser descanso quando a vida pesa, por ser presença quando o silêncio assusta.

 

Porque enquanto houver alguém disposto a dar mais um passo com a lamparina acesa do amor, o Mestre continuará caminhando juntinho, em silêncio, sustentando o que ainda não sabemos carregar sozinhos.


Fonte: Reiny Kamanishy - Conversando Entre Amigos Vô João - Vô Ciço - Mentores Espirituais

Comentários


  • Facebook
  • Twitter

©2021 por Espaço Holístico Reiny Kamanishy. Orgulhosamente criado com Wix.com

bottom of page